“O BRB voltou para o povo”, diz Celina em ato emocionante com bancários
“Hoje nós devolvemos o BRB à população”: Celina Leão é aclamada por bancários após acordo histórico no STF
O clima era de festa nos arredores da Arena BRB Mané Garrincha nesta quarta-feira (28). Buzinas, bandeiras e centenas de servidores reunidos em uma grande carreata marcaram o ato em defesa do Banco de Brasília (BRB). Mas foi a chegada da governadora Celina Leão que transformou a mobilização em um momento de forte emoção entre funcionários ativos e aposentados da instituição.
Organizado pela Associação Nacional dos Empregados Ativos e Aposentados do Banco de Brasília (ANE BRB) e pela Associação Atlética Banco de Brasília (AABR), o evento celebrou o desfecho de uma das negociações financeiras mais delicadas da história recente do Distrito Federal.
Celina Leão chegou ao local diretamente do Supremo Tribunal Federal (STF), onde, horas antes, havia sido fechado o acordo que garante uma capitalização de até R$ 6,6 bilhões para o BRB. Recebida sob aplausos, abraços e palavras de agradecimento, a governadora se emocionou ao discursar para os bancários.
“Hoje nós viramos essa página. O BRB pertence à população do Distrito Federal e aos seus trabalhadores. Tenho muito orgulho de dizer que uma mulher ajudou a construir essa solução. O emprego de vocês está garantido. Vamos continuar cuidando do nosso banco, dos nossos correntistas e da nossa cidade. Hoje nós devolvemos definitivamente o BRB à população de Brasília”, declarou Celina, ovacionada pelo público.
A governadora também destacou que o banco atravessou “o momento mais difícil de sua história” e que retorna fortalecido, com maior controle interno, governança e compromisso com a segurança financeira dos clientes.
Acordo foi fechado no STF
A solução para a crise do BRB foi consolidada durante audiência conduzida pelo ministro Luiz Fux, no STF. O entendimento foi construído em articulação entre o Governo do Distrito Federal (GDF), a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério da Fazenda e a Secretaria do Tesouro Nacional.
O acordo também contou com aval do Ministério Público Federal, do Banco Central e do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Pelo modelo definido, não haverá aporte imediato de recursos públicos da União. A operação será estruturada por meio de financiamento privado dentro da governança do FGC.
Entre os principais pontos do acordo estão:
- Formação de um sindicato de garantia com participação de grandes bancos privados;
- Oferta, por parte do Distrito Federal, de fundos constitucionais como contragarantia;
- Compromisso do GDF com medidas de contenção de despesas e revisão fiscal, conforme prevê o artigo 167-A da Constituição Federal.
O financiamento terá prazo de 15 anos, com dois anos de carência. O pagamento será feito pelo próprio BRB, e o valor máximo da operação poderá chegar a R$ 6,6 bilhões, respeitando os limites previstos em resolução do Senado e análises técnicas dos órgãos responsáveis.
A celebração desta quarta-feira simbolizou não apenas o alívio dos funcionários, mas também a tentativa do governo local de reafirmar a confiança da população na principal instituição financeira pública do Distrito Federal.

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