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POLICIAIS CIVIS DE NATAL(RN) SE APRESENTAM PARA SEREM PRESOS

Justiça mandou prender grevistas. Categoria está em greve há 15 dias 
Plínio Aguiar, do R7, com Agência Brasil

Reprodução: Sinpol -  oliciais civis protestam em Natal (RN)

Pelo menos 300 policiais civis estão na Delegacia Geral da Polícia preparados para se entregar, nesta quarta-feira (3), em Natal (RN), de acordo com o Sinpol-RN (Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública). No entanto, até agora, nenhum agente foi preso.

Os agentes de segurança pretendem cumprir uma determinação da Justiça do Rio Grande do Norte, que determinou a detenção de policiais civis e militares e bombeiros que incitassem ou defendessem a greve da categoria. Representantes dos agentes, escrivães, delegados e a delegada-geral da Polícia Civil do RN, Adriana Shirley, se reúnem para tentar solucionar o impasse.

O sindicato afirma que ainda não foi oficialmente notificado da decisão judicial. Segundo o presidente da entidade, Nilton César Arruda Ferreira, chegou-se a um impasse de difícil solução, já que o governo estadual alega não ter condições de saldar os salários atrasados dos servidores públicos e, com isso, a categoria sente-se impedida de retornar à normalidade.

“A categoria está impossibilitada de cumprir uma determinação judicial, que determina que sejamos presos se não retornarmos ao trabalho. A questão é que não temos como voltar com a maioria sem receber os salários de novembro e dezembro e o 13º salário. Não temos como honrar nossos compromissos ou como saldar nossas dívidas. Muitos não têm nem mesmo condições de se deslocar até o local de trabalho, que dirá tranquilidade para atuar tendo deixado a família em casa, sem dinheiro algum”, declarou Ferreira.





De acordo com o sindicalista, nem mesmo a determinação do desembargador Claudio Santos para que empresas de transporte público municipal e intermunicipal da região metropolitana de Natal e de Mossoró concedam passagem gratuita a policiais civis e militares, fardados ou não, foi efetivada. “Até o momento, não recebemos nenhuma orientação neste sentido e não sabemos como isso funcionaria na prática”, disse Ferreira, revelando que sua expectativa quanto ao resultado da conversa com a delegada-geral é “pessimista”, já que a decisão judicial manda que ela decrete a prisão dos profissionais que não retornarem ao trabalho.

Em greve desde o dia 19 de dezembro, a categoria, juntamente com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, solicita melhores condições de trabalho e pagamento de salários atrasados.

O presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares de Natal, subtenente Eliabe Marques, afirmou em entrevista ao R7 que policiais militares também devem se entregar ao quartel para serem presos.

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