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Trump Media acusa Moraes de conflito de interesses no caso Banco Master em ação na Justiça dos EUA
A crise envolvendo o Banco Master ultrapassou as fronteiras do Brasil e chegou à Justiça dos Estados Unidos. A Trump Media, ligada ao presidente norte-americano Donald Trump, ingressou com uma ação na Justiça da Flórida apontando um suposto conflito de interesses envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A denúncia foi apresentada pelo advogado Martin de Luca e sustenta que houve pagamento de aproximadamente R$ 129 milhões, cerca de US$ 23 milhões, do Banco Master ao escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro. O contrato, firmado no início de 2024, previa honorários mensais em torno de US$ 700 mil por um período de três anos.
Segundo a ação, não há indícios de que o escritório tenha prestado serviços compatíveis com os valores recebidos. A acusação aponta que o contrato coincidia com decisões favoráveis ao Banco Master no STF, o que levantaria suspeitas de conflito de interesses e uso do cargo público para benefício privado.
O advogado afirma que o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, foi colocado em liquidação após o Banco Central identificar irregularidades graves, incluindo a transferência de ativos considerados fictícios para o BRB, expondo instituições públicas a perdas bilionárias.
Ainda de acordo com a denúncia, durante o período em que o contrato com o escritório da esposa do ministro esteve ativo, teriam ocorrido medidas consideradas atípicas, como sigilo judicial ampliado, encerramento de processos no STF e arquivamento de investigações preliminares pela Procuradoria-Geral da República. Para a Trump Media, esses elementos indicariam favorecimento institucional.
A ação também pede que Alexandre de Moraes seja oficialmente notificado nos Estados Unidos, assim como a plataforma Rumble, que teria divulgado informações contratuais relacionadas ao caso no Brasil. O objetivo é dar validade internacional às acusações e ampliar o alcance jurídico da denúncia.
O escândalo do Banco Master envolve fraudes com ativos fictícios e operações que, segundo o Banco Central, colocaram bilhões de reais em risco. A liquidação da instituição, ocorrida em 2025, já era considerada um dos episódios mais graves do sistema financeiro recente.
Agora, com a judicialização do caso em território americano, a crise ganha dimensão internacional inédita. A acusação de que um ministro do STF teria atuado em defesa de interesses privados ligados à própria família atinge diretamente a imagem de imparcialidade do Judiciário brasileiro e amplia a pressão sobre as instituições. Se confirmadas, as denúncias podem configurar um dos mais graves escândalos institucionais do Brasil contemporâneo.
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